O referencial teórico da Proposta Político Pedagógica (PPP) e da metodologia do Comitê para Democratização da Informática é a pedagogia de Paulo Freire cuja base é a educação voltada à conscientização e à transformação da sociedade. De acordo com Freire, os educandos devem ser estimulados a refletir sobre o mundo à sua volta, questionar e propor mudanças, visando à transformação de suas vidas e a de suas comunidades.
A PPP, aliada à Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC), tem como meta a capacitação das pessoas no uso das TIC´s, com Computadores e Internet, possibilitando uma apropriação social, inserindo-as no mundo digital, e construindo um conhecimento útil para o exercício da cidadania e maior oportunidade de inserção no mercado de trabalho. As ferramentas computacionais − como sistema operacional, editores de textos, editores de planilhas eletrônicas, editores de apresentações e internet, entre outras − são desenvolvidas para apoiar o trabalho de pesquisa, análise e organização de conteúdos, permitindo, assim, que as pessoas expressem sua própria síntese acerca da realidade.
A Proposta Político-Pedagógica (PPP) do Comitê para Democratização da Informática objetiva a promoção da cidadania, utilizando a tecnologia como estratégia de formação de agentes de transformação que trabalham em rede para o desenvolvimento local de suas comunidades. O ponto de partida do trabalho se dá através de um diagnóstico da realidade local, o que contribui para o conhecimento das pessoas e do cenário e para o planejamento e desenvolvimento de ações que o transformem.
Neste processo vivo, educador, monitor e educandos se envolvem em reflexões, pesquisas, questionamentos, práticas, experiências e ações, rumo ao desenvolvimento de quatro eixos:
  • O Mergulho na comunidade: Estratégia para conhecer as pessoas e o lugar onde vivem, identificando suas características, talentos, desafios e demandas.
  • O Protagonismo social: Formação de sujeitos que buscam garantir acesso aos seus direitos do cidadão e se esforçam, coletivamente, para buscar soluções para a comunidade.
  • A Referência na comunidade: Se transformar em uma referência para seus moradores como um ponto de encontro, conhecimento, acesso e apropriação das tecnologias.
  • A Formação de rede: Incentiva a formação de uma rede de colaboração, que também potencializa outras redes locais e mobiliza a própria comunidade, incentivando integração e trocas, para fortalecimento de ações comunitárias. O que, a princípio, pode ser apenas a busca pela aprendizagem de um determinado conhecimento, vai aos poucos se configurando um processo mais rico.
    Assim, educadores, monitores e educandos, juntos, tornam-se agentes de mudança, ao mesmo tempo em que se torna uma referência na comunidade em que atua, mobilizando pessoas e articulando parcerias locais, além de fomentar a organização de uma rede com outros espaços e/ou setores.