SC debate soluções para o Lixo Tecnológico
O Comitê para a Democratização da Informática (CDI) promove nesta sexta-feira (28), às 18h, um debate entre representantes do governo, da sociedade e do setor empresarial sobre as alternativas para o lixo tecnológico produzido no Estado. Com o tema “Lixo tecnológico – oportunidade para geração de trabalho e renda”, o evento marca o encerramento da Semana da Inclusão Digital de 2008, que colocou em discussão o problema representado pela grande quantidade de resíduo tecnológico que não tem destinação adequada e é jogada em lixões comuns. O lixo tecnológico é composto por aparelhos eletrônicos inutilizados como televisores, celulares e computadores.
Segundo o presidente do CDI-SC, Antônio Póvoas, o lixo tecnológico é um problema que cresce cada vez mais, acompanhando o aumento do consumo de artigos eletrônicos. Em 2007, por exemplo, os brasileiros compraram 20 milhões de unidades de computadores, 11 milhões de televisores e 21,1 milhões de novos telefones celulares.
Quando descartado em lixões comuns, esse tipo de material leva consigo resíduos como chumbo, mercúrio, cádmio e outros elementos nocivos tanto ao meio ambiente quanto às pessoas que os manuseiam. Um monitor de computador possui, aproximadamente, um quilo de chumbo e demora cerca de 300 anos para desaparecer na natureza. “É um perigo crescente em nossa sociedade, que vem descartando esse tipo de material num tempo cada vez menor”, afirma Póvoas.
O debate sobre alternativas sócio-ambientalmente adequadas para o lixo tecnológico será realizado no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), na Capital. Entre os participantes está o deputado estadual Darci de Matos, autor do projeto de lei sancionado pelo governador do Estado, no mês de janeiro deste ano, que obrigou as empresas fornecedoras de eletrônicos a darem um destino adequado a este tipo de resíduo.
Os demais participantes serão o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Secretaria do Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável,Paulo Luna, o representante da Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis (FATMA), Wilson Cancian Lopes, o diretor da Campeche Reciclagem, Clóvis Caires, o presidente da empresa SEPROL e diretor do Sindicato das Empresas de Informática da Grande Florianópolis , Genésio Hoffmann, – o presidente da Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina (SUCESU-SC), Heitor Blum, e representantes da Vigilância Sanitária e da Companhia de Melhoramentos da Capital (COMCAP).
Serviço
O que: Debate sobre alternativas para o Lixo Tecnológico em Santa Catarina
Quando: 28 de março, às 18h
Onde: Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), em Florianópolis
Informações para a imprensa:
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