Lei catarinense determina destino seguro ao lixo eletrônico

Oficina de MetareciclagemO que você faz quando sua televisão estraga e não vale à pena consertar? Costuma jogar fora seu celular e computador velho após comprar um novo? Pois saiba que a partir de agora fabricantes, importadoras e empresas que comercializam eletrônicos são responsáveis pela destinação final ambientalmente adequada a esses produtos, bem como seus componentes, considerados “lixo eletrônico”. A determinação veio através de uma lei, sancionada pelo governador do Estado no dia 25 de janeiro,  que altera a Lei 13.557, de 2005.

“O lixo proveniente de tecnologias de informação e comunicação – como televisores, monitores, teclados, telefones celulares entre outros – possui resíduos tóxicos e perigosos capazes de comprometer o meio ambiente”, lembra o autor da lei, deputado  Darci de Matos. Além disso, o tempo de decomposição desses materiais também preocupa: um monitor, por exemplo, leva cerca de 300 anos para se decompor.

Reaproveitamento

Mas o lixo tecnológico também pode ser reciclado e gerar oportunidades de emprego e renda. Você por acaso já pensou em transformar seu computador usado num conjunto de peças de bijuteria? Ou mesmo transformar peças de celular e televisão em novos utensílios domésticos? Com o intuito de dar um destino social e ambientalmente correto a esse tipo de lixo eletrônico, o Comitê para a Democratização da Informática de Santa Catarina (CDI-SC) oferecerá, no dia 23 deste mês, uma oficina para ensinar alternativas de reaproveitamento deste tipo de material, evitando que ele seja jogado nos lixões comuns. O evento é realizado em parceria com o projeto Casa Brasil, do Governo Federal.

“O lixo eletrônico preocupa cada vez mais as autoridades de saúde e a população em geral, pois não pode ser encaminhado da mesma forma que o lixo doméstico”, afirma o presidente do CDI-SC, Antônio Póvoas. Segundo ele, a oficina “Metareciclagem utilizando material eletrônico” vai capacitar educadores ligados ao Comitê para difundir e pôr em discussão o assunto em suas turmas e comunidades. “Além de proteger a natureza, a metareciclagem gera inclusão digital e social”, lembra Póvoas, uma vez que os eletrônicos usados podem aproveitados para aulas de informática ou gerar novos objetos que possam ser comercializados.

O curso será realizado na unidade do projeto Casa Brasil que fica no Centro de Florianópolis. “Esse tipo de iniciativa abrange diversos conceitos de responsabilidade na nossa sociedade, como a inclusão e a prática da economia solidária”, destaca a coordenadora da unidade, Emmanuela Coelho. A oficina, que será ministrada no laboratório da Casa, terá foco em especial no aproveitamento de objetos de informática, como monitores e CPUs. “Vamos, por exemplo, desmontar um monitor e fazer brincos, colares. Com a capa dos CPUs é possível, entre outros, criar lixeiras”, adianta Coelho.

Mais informações podem ser obtidas no CDI-SC, através do site www.cdisc.org.br e do telefone 48 3322-2020, ou junto à Casa Brasil de Florianópolis, pelo telefone 48 3222-6946.